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Agenda Municipal / Teatro Retratos Imorais

Retratos Imorais
Sex 6 e Sáb 7 Out
Sexta 6 – 21h30 | Salão Paroquial de Louro
Sábado 7 – 21h30 | Casa do Povo de Lousado


Entrada livre até à lotação do espaço

Edmundo e Marivaldo são personagens desses Retratos Imorais. Eles compartilham em cena uma solidão conhecida por muitos, moradores de ilhas desertas e paisagens de aglomerados. Personagens totalmente opostas, dois homens desconhecidos, diferentes, cada um com a sua história. Aos poucos, concluímos que existe algo de absurdo que os aproxima: a solidão, a vontade de viver e de inventarem suas vidas. Os dois monólogos se unem num só espetáculo pelo fio invisível da poética nos avessos de duas almas, propositadamente abandonadas, no universo do absurdo da solidão humana. Edmundo, personagem da primeira história, aceitou o “emprego” de faroleiro numa ilha depois de uma desilusão amorosa. Revive o drama da afetividade, da masculinidade, do ser ou não aceito. Edmundo tem por obrigação acender um farol que deve guiar navegantes desconhecidos. Põe luz nas trevas, tenta clarear o escuro de si mesmo e dos outros. São retratos de contradições, opostos inexplicados, resíduos de marés, tempestades e anoiteceres. Marivaldo, personagem da segunda história, é feminino, tem a alma delicada tocada pelas memórias absurdas da mãe, que morreu em um acidente de carro quando ele era criança. Marivaldo nutre sentimento de culpa pela morte da mãe e vive atormentado variando entre lembranças e alucinações. Procura o seu encontro na pintura de retratos em fuligem de candeeiro. Partilhamos solidões preenchidas por vazios e imagens reinventadas em intervalos poéticos.
“Retratos Imorais” é interpretado pelo ator João Guisande, premiado como Melhor Ator do Prêmio Braskem de Teatro 2018 por sua atuação neste espetáculo, e dirigido por Moncho Rodriguez. A encenação, que se constrói de forma lírica, irônica e bem-humorada, se constitui de uma adaptação cênica de dois diferentes textos narrativos do autor cearense Ronaldo Correia de Brito, os contos “Mãe em Fuligem de Candeeiro” e “Mãe numa Ilha deserta”.

Interpretação: João Guisande
Direção: Moncho Rodriguez


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