Vila Nova de Famalicão mantém-se como o município mais exportador da Região Norte e o terceiro a nível nacional. Em 2025, o concelho registou exportações no valor de cerca de 2.679 milhões de euros, preservando um posicionamento consistente face ao ano anterior, de acordo com os mais recentes dados macroeconómicos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Neste período, Famalicão foi mais uma vez apenas superado por Lisboa e Palmela, reforçando a sua afirmação como um dos municípios com maior capacidade exportadora em Portugal. Este desempenho confirma a relevância do concelho nos indicadores estruturais da economia, nomeadamente no comércio internacional, na balança comercial e no Valor Acrescentado Bruto (VAB) das indústrias transformadoras, refletindo a forte capacidade produtiva, a elevada incorporação de valor acrescentado e a competitividade externa do seu tecido empresarial.
A relevância económica do território é ainda mais evidente quando analisado o saldo da balança comercial. Em 2025, o município apresentou um superavit de 952,8 milhões de euros, o segundo melhor registo nacional, apenas atrás de Setúbal. Este resultado reflete a robustez do tecido empresarial local, que exporta significativamente mais do que aquilo que necessita importar.
A dimensão industrial do concelho é igualmente comprovada pelo VAB das indústrias transformadoras. Em 2024, Famalicão gerou cerca de 1.373 milhões de euros de VAB industrial, alcançando o segundo lugar a nível nacional, atrás de Lisboa, o que confirma a elevada capacidade de criação de riqueza associada à atividade industrial do território.
“É um registo que se tem repetido e que expressa a dinâmica empresarial do concelho, que contribui de forma muito significativa para a economia nacional”, sublinha o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos. O autarca realça ainda que este dinamismo económico tem sido acompanhado por uma evolução estrutural na área da inovação e da ciência, em linha com a estratégia municipal “Do Made IN ao Created IN”.
Nos últimos anos, o número anual de investigadores no concelho mais do que duplicou, passando de 296 para 769. No mesmo período, a despesa anual em investigação e desenvolvimento aumentou de 21,9 milhões para 63,5 milhões de euros, refletindo a crescente aposta das empresas famalicenses na criação de valor através do conhecimento e da tecnologia. “A criação de valor e a atração e retenção de talento colocam-nos na linha da frente da produtividade, gerando emprego qualificado e, sobretudo, melhores condições de vida para os famalicenses”, acrescenta o autarca.
Com cerca de 136 mil habitantes, Famalicão apresenta uma expressão económica que acompanha a sua dimensão populacional, afirmando-se como a principal economia industrial do Norte do país. Este desempenho assenta num tecido empresarial diversificado, competitivo e fortemente orientado para os mercados internacionais. O concelho integra vários clusters industriais estratégicos para a economia nacional, com destaque para os setores têxtil e vestuário, agroalimentar, automóvel, borrachas e plásticos e construção civil, que reforçam a sua vocação exportadora e inovadora.