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Reclusos lançaram “Memórias do Cárcere Revisitadas”

05-07-2013
A obra que Camilo Castelo Branco escreveu durante a sua passagem pela Cadeia da Relação do Porto, em 1862, onde esteve preso por adultério, “Memórias do Cárcere” foi agora recriada por cerca de 20 reclusos do Estabelecimento Prisional de Guimarães. A obra “Memórias do Cárcere Revisitadas”, contendo textos de 18 pessoas foi apresentada, nesta quinta-feira, ao público no Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães. Culminou, deste modo, o projeto que a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, através da Casa de Camilo, tinha proposto à Administração da Capital Europeia da Cultura – Guimarães 2012 para se assinalarem os 150 anos da edição de “Memórias do Cárcere”, um dos mais notáveis textos de Camilo Castelo Branco. Neste âmbito, foi promovida uma Oficina de Escrita Criativa que cativou as pessoas detidas a redigir os seus próprios testemunhos e percursos de vida. De pronto aceite pelos reclusos, a iniciativa decorreu durante o primeiro semestre de 2012 e compreendeu várias fases de execução: a leitura de capítulos de «Memórias do Cárcere» por D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga, Alice Vieira, escritora, e Ruy de Carvalho, ator; a formação dos detidos em escrita criativa ministrada pelo formador Miguel Horta; e visitas de estudo dos participantes à Casa de Camilo, em São Miguel de Seide, e à Cadeia da Relação do Porto. A obra agora apresentada, em formato de álbum, reúne os textos produzidos durante esse atelier e são dados à estampa na sua redação original com incrustações aqui ou acolá de trechos de alguns escritores. Investidos na função de autores, os detidos demonstraram enorme entusiasmo e dedicação para honrar o convite e o desafio que lhes foram formulados e usufruíram de experiências raras de reflexão e de criação artística, de momentos de fraternal partilha e interação e de um espaço privilegiado de afirmação das capacidades pessoais. O envolvimento em obter os melhores resultados refletiu-se na vida interna diária do estabelecimento prisional onde as dinâmicas geradas se traduziram quer na diminuição dos conflitos quer na oxigenação da cumplicidade e da entreajuda entre os participantes. Norteadas pela intenção de integrar cidadãos temporariamente privados de liberdade e de concorrer para uma inclusão positiva dos mesmos, as instituições que tutelaram a Oficina de Escrita viram também ser cumpridos outros objetivos. Para João Serra, Presidente da Fundação Cidade de Guimarães, este projeto “demonstrou recetividade da Capital Europeia da Cultura em acolher contributos de instituições culturais de concelhos confinantes que possibilitassem qualificar ainda mais a oferta da Guimarães 2012 e valorizou a participação de uma tipologia muito específica de público no programa da Capital Europeia da Cultura”. José Alves de Sousa, diretor do Estabelecimento Prisional Regional de Guimarães, referiu que a instituição que dirige “abriu as portas para que a cultura orvalhasse a solidão do cárcere, permitindo que os reclusos se tornassem membros ativos e colaborantes desse relevante evento nacional e internacional”. A Casa de Camilo, nas palavras de Armindo Costa, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, “associou a figura de Camilo Castelo Branco e a sua herança literária e patrimonial a um acontecimento de enorme projeção e alcance, preocupada com a democratização da cultura e, na presente situação, empenhada em que a comunidade reclusa se sentisse estimulada a desenvolver a sua criatividade e a apurar o seu espírito crítico”.
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