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Quadrilátero quer reforçar a criação artística no território

02-10-2018
Os Municípios que integram o Quadrilátero Urbano - Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Barcelos - renovaram, ontem, o protocolo referente ao Cartão Quadrilátero Cultural que permite aos cidadãos destes territórios continuar a aceder a espectáculos de música, teatro, cinema, dança e muitos outros a metade do preço. O desconto é válido no Theatro Circo (Braga), Teatro Gil Vicente (Barcelos), Casa das Artes (Vila Nova de Famalicão) e Centro Cultural Vila Flor (Guimarães).

A sessão teve lugar no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.

Lançado em 2012, este cartão insere-se no âmbito da operação ‘Quadrilátero Cultural’ cujo objectivo é promover um trabalho em rede entre entidades e equipamentos culturais, alavancando as dinâmicas culturais das cidades para um nível superior de difusão e visibilidade nacional e internacional, criando um ambiente favorável para novos criativos, consolidando uma imagem de território de inovação e criatividade.

Até à data são já dois mil os cartões activos, número que tem crescido substancialmente desde 2012, altura em que foram emitidos 413.

(...)

O Cartão Quadrilátero Cultural é um cartão de fidelização, pessoal e intransmissível, para o acesso, com benefícios e em condições vantajosas, a equipamentos e eventos culturais nas quatro cidades do Quadrilátero. É válido por um ano a partir do momento da sua emissão e é renovável mediante a intenção do portador, por pagamento de nova anuidade (25 euros).

Falando em nome dos directores artísticos das casas de espectáculos do território do quatro municípios, João Pedro Vaz, da Cooperativa ‘A Oficina’, deu eco das linhas orientadoras que os programadores têm delineado para uma programação cultural conjunta, sendo que uma delas é contribuir para o aumento efectivo de números de cartões culturais a utilizar no território, sobretudo nas cidades onde a sua emissão e utilização é mais reduzida. Mas, de acordo com o director, mais do que um cartão, o Quadrilátero Cultural deve ser um “instrumento de programação conjunta”, apontando o Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous como um bom exemplo de “uma agenda comum”.

João Pedro Vaz considera que esta rede cultural pode também contribuir para dar visibilidade àquilo que designa de “trabalho invisível”, nomeadamente através do mapeamento dos artistas do território (projecto que já arrancou em Guimarães); de agentes que pertencem ao território, mas estão dispersos e à implementação de bolsas de criação artísticas (com a criação de uma rede de espaços de trabalho). “O objectivo é que a programação dos quatro concelhos seja cada vez menos concorrencial e muito mais partilhada”, diz o director da Oficina, esperando que a proximidade dos territórios seja um estímulo à criação de projectos comuns que envolvam a comunidade educativa dos quatro concelhos. Em suma, ainda de acordo com o director artístico, o objectivo é transformar “o Quadrilátero num território amigo da criação artística”.

Domingos Bragança, autarca de Guimarães e actual presidente do Conselho Executivo do Quadrilátero mostrou-se particularmente agradado pela ideia de reforço da cooperação entre os vários agentes artísticos na promoção e criação de projectos artísticos nestes territórios. “A cooperação tem sido bem visível no quadro cultural”, diz o autarca vimaranense.

A programação conjunta, ainda segundo Domingos Bragança, “pode levar-nos a grandes realizações, ao derrubar de muros físicos e psicológicos entre o nosso território onde vivem cerca de meio milhão de pessoas”.

FONTE:
Correio do Minho (02/10/2018)
Autora: Paula Maia


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