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Famalicão assinalou Dia Internacional dos Monumentos com apresentação de obra sobre saunas proto-históricas

21-04-2026

Vila Nova de Famalicão assinalou, no passado dia 18 de abril, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2026 com uma sessão dedicada às saunas proto-históricas da Península Ibérica, marcada pela apresentação, pela primeira vez em Portugal, de uma obra que reúne investigação recente sobre as estruturas da Idade do Ferro.

A iniciativa decorreu nos Serviços Educativos do Parque da Devesa e integrou as comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano subordinado ao tema “Património Vivo”.

O evento centrou-se na apresentação do livro “Saunas Proto-históricas na Península Ibérica”, publicado em 2024 pelo “Real Instituto de Estudios Asturianos”. A obra compila as comunicações de um ciclo de conferências realizado em Oviedo, em 2020 e 2021, complementadas por um inventário detalhado dos monumentos conhecidos no norte de Portugal e Espanha, bem como por uma síntese dos principais estudos sobre estas construções características do noroeste peninsular durante a Idade do Ferro.

A sessão de abertura contou com a presença da vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Susana Pereira. Seguiu-se a apresentação da obra, com intervenções dos seus coordenadores, o arqueólogo Ángel Villa Valdés, do Museu Arqueológico das Astúrias, e o professor Marco García Quintela, da Universidade de Santiago de Compostela, bem como do investigador Armando Coelho Ferreira da Silva, professor catedrático jubilado da Universidade do Porto.

Além da apresentação, o programa incluiu uma sessão de autógrafos e uma visita guiada à reconstituição do balneário do Alto das Eiras, um exemplo local deste tipo de estruturas. A temática assume particular relevância para o concelho, que possui um exemplar associado ao Castro das Eiras, cuja “Pedra Formosa” integra a exposição permanente da Casa do Território.

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, celebrado anualmente a 18 de abril, foi instituído em 1982 pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) e aprovado pela UNESCO no ano seguinte. A iniciativa visa sensibilizar para a diversidade e vulnerabilidade do património cultural, bem como para a importância da sua preservação. Em Portugal, as comemorações são coordenadas pela Património Cultural, Instituto Público.

Em 2026, o foco recaiu sobre o conceito de “Património Vivo”, abrangendo as dimensões tangível, intangível e natural do património, e destacando os desafios da sua proteção em contextos de risco, como conflitos e desastres.

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