Até S. Pedro ajudou a festa proporcionando um fim-de-semana repleto de sol e temperaturas amenas que convidaram a uma visita à alameda do vetusto Mosteiro de Landim, para apreciar o melhor da doçaria conventual e tradicional. Durante os três dias, vários milhares de pessoas rumaram ao X Festival Nacional de Doçaria Conventual e Tradicional de Vila Nova de Famalicão e enquanto adoçavam a boca, acalmavam também o espírito e encantavam o olhar, contemplando um dos exemplares mais ricos do estilo românico de Entre-Douro e Minho, classificado como imóvel de interesse público. Ao todo, cerca de três dezenas de doceiros, provenientes de norte a sul do país, deram a conhecer sabores ancestrais, confecionados de uma forma artesanal, respeitando as receitas originais.
Num ambiente de grande animação, com muita música, o certame saldou-se “em mais um sucesso”, como afirmou a propósito o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Armindo Costa. De acordo com o autarca, “é preciso adoçar os tempos de crise e dar espaço para um sorriso”.
Armindo Costa considera mesmo que “o Festival de Doçaria Conventual e Tradicional impôs-se já como um dos eventos mais marcantes de Vila Nova de Famalicão e de toda região Norte, sendo uma das grandes apostas turísticas da autarquia famalicense”.
DOCE ALENTEJANO E DOCE DA TERRA SAEM VENCEDORES
Paralelamente ao certame decorreu como habitualmente o Concurso de Doces que contemplou como vencedores, na categoria de Doçaria Conventual, o Fidalgo de Francisca Rasga de Évora e, na categoria Tradicional, o Pão de Ló, da Confilandim , de Landim.
De acordo, com a acta do júri, presidido pelo Mordomo-Mor da Contrafaria dos Gastrónomos do Minho, João Leite Gomes, foram analisadas todas as inscrições efetuadas, no sentido de apurar a autenticidade da proveniência dos produtos, e posteriormente provados e observados todos os doces e licores a concurso, ponderando todos os itens constantes do regulamento. Da prova resultou a atribuição dos prémios por unanimidade.
Assim, na categoria conventual ficaram classificados o Pão de São Bernardo, de Manuel Bastos de Arouca em segundo lugar e as Rosáceas, da Pastelaria Terraço de Alcobaça, em terceiro lugar. Houve ainda menções honrosas para o Jesuíta da Pastelaria O Jesuíta da Trofa e para as Cristas de Galo da Casa Lapão de Vila Real. Na doçaria tradicional o segundo lugar foi para o Pão de Ló de Margaride de Felgueiras e o terceiro lugar para o Biscoito de Sésamo de Miolo de Nós de Famalicão. Nos licores, o primeiro classificado foi o Licor de Cereja da Quinta d’ Ameã de Vinhais e o segundo classificado o Licor de Ginja dos Licores Conventuais de Alcobaça. O melhor stand foi o da Pastelaria Kibom de Vizela.