Vila Nova de Famalicão registou, em 2025, a menor área ardida da última década, com 24,1 hectares de terreno consumidos pelas chamas.
A vereadora da Proteção Civil do município famalicense, Vânia Marçal, fala num ano “particularmente exigente do ponto de vista operacional e meteorológico”, com o concelho a registar 153 dias sob níveis de alerta e condições adversas que colocaram à prova a capacidade de resposta dos diferentes agentes de Proteção Civil.
A autarca destaca os resultados alcançados, sublinhando “a eficácia do trabalho desenvolvido em articulação e permanente prontidão”.
Números que na opinião de Vânia Marçal, também traduzem não só a capacidade de resposta no terreno, como também o impacto das políticas de prevenção promovidas pelo Serviço Municipal de Proteção Civil que, em 2025, promoveu operações de silvicultura em 62 hectares de faixas de gestão de combustível, com o objetivo de reforçar a defesa florestal contra incêndios. Foram ainda assegurados trabalhos de manutenção e beneficiação em 24 quilómetros de rede viária florestal, o que melhorou os acessos estratégicos para meios de socorro em situações de alerta.
Com o aproximar do Dia Internacional da Proteção Civil, que se assinala este domingo, dia 1 de março, destacam-se outros números da atividades do Serviço Municipal de Proteção Civil de Famalicão.
É o caso do combate à vespa velutina que voltou a merecer especial atenção em 2025, com a destruição de 1845 ninhos ao longo do ano, numa ação contínua de mitigação de riscos para a população.
No âmbito da sensibilização e da promoção de uma cultura de segurança, foram ainda realizadas 133 ações de sensibilização, que envolveram mais de 3 mil participantes da comunidade escolar, associações e população em geral, reforçando a importância da prevenção e da autoproteção junto da comunidade famalicense.
O presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, enaltece o empenho e a dedicação de todos os agentes envolvidos, sublinhando que os resultados alcançados “são fruto de um trabalho contínuo de planeamento, prevenção e cooperação em prol da segurança da comunidade e demonstram o profissionalismo exemplar e o profundo sentido de serviço público dos nossos agentes de Proteção Civil”.