Prémio Victor de Sá de História Contemporânea
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Prémio Victor de Sá de História Contemporânea
Para jovens investigadores
O objectivo primordial deste Prémio é o de incentivar a produção de trabalhos no âmbito da História Contemporânea de Portugal a jovens investigadores cuja idade não ultrapasse os 35 anos.
Este Prémio foi reconhecido como de manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura, o que lhe permite ser abrangido pela Lei do Mecenato Cultural. Neste momento, está já a ser apoiado pelas seguintes entidades públicas e privadas: Governo Civil de Braga, Câmaras Municipais de Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Braga, Fundação Cupertino de Miranda (Famalicão), Fundação Engº António de Almeida (Porto) e Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, encontrando-se aberto ao contributo de outras instituições e entidades interessadas em incrementar o estudo da história contemporânea portuguesa.
O Doutor Victor de Sá (1921-2004), antigo Professor da Faculdade de Letras do Porto, doou à Universidade do Minho, num gesto de grande generosidade e ineditismo, um conjunto significativo de documentos de natureza histórica, política e literária, resultante da sua actividade de investigação e intervenção pública, textos memorialísticos ainda inéditos bem como os direitos de autor relativos às obras que constituem a sua vasta bibliografia.
Essa documentação encontra-se depositada na Biblioteca Pública de Braga, onde está a ser objecto de tratamento, de modo a permitir a sua rentabilização científica e a continuidade dos trabalhos de investigação do Prof. Victor de Sá. Daqui resultou já a elaboração da "Bibliografia de Victor de Sá", publicada no volume editado em sua homenagem, Estudos de História Contemporânea de Portugal, por Livros Horizonte, em 1991. Em 1999 foi editada pelo Conselho Cultural da U.M., com o apoio do Governo Civil de Braga, a obra "Testemunho de um tempo de mudança", um conjunto de textos jornalísticos da autoria de Victor de Sá, publicados entre Maio de 1974 e Fevereiro de 1975 no "Correio do Minho", no período em que dirigiu aquele diário. Por sua vez em 2001, a Biblioteca Pública de Braga editou o seu livro inédito "Legendas para uma memória".
A doação dos direitos de autor, e ainda a de uma avultada verba em dinheiro, destinaram-se a permitir a criação de um Prémio de História Contemporânea, a atribuir periodicamente pela Universidade do Minho, através do seu Conselho Cultura, de acordo com um regulamento próprio.
Prémios anteriores
- 2015 - Duarte Manuel Roque de Freitas, com a obra "Memorial de um complexo arquitectónico enquanto espaço museológico: Museu Machado de Castro (1911-1965)"
- 2014 - Pedro Urbano da Gama Machuqueiro, com a obra "Nos bastidores da Corte": O Rei e a Casa Real na crise da Monarquia 1889-1908"
- 2013 - Maria Isabel Carvalho Corrêa da Silva, com a obra "Espelho Fraterno. O Brasil e o republicanismo português na transição para o século XX"
- 2012 - Joana Rita da Costa Brites, com a obra "O Capital da Arquitectura (1929-1970) Estado Novo, Arquitectos e Caixa Geral de Depósitos"
- 2011 - Miguel Gonçalo Cardina Codinha, com a obra, "Margem de Certa Maneira. O maoísmo em Portugal: 1964-1974"
- 2010 - Bruno José Navarro Marçal, com a obra "Governo de Pimenta de Castro - Um General no Labirinto da I Republica"
- 2009 - Fernando Tavares Pimenta, com a obra "Angola. Os brancos e a independência"
- 2008 – José Manuel Viegas Neves "Comunismo e Nacionalismo em Portugal - Política, Cultura e História no Século XX"
- 2007 - José António Ribeiro de Carvalho "Os Jesuítas em Vésperas da Primeira República: o Novo Mensageiro do Coração de Jesus (1881-1910)"
- 2006 – Sandra Cristina Martins Costa "O divórcio no Porto (1911-1934) «E aos costumes disse nada »"
- 2005 - Patrícia Carla Valente Ferraz de Matos “As ‘Côres’ do Império. Representações Raciais no Contexto do ‘Império Colonial Português’ nas Primeiras Décadas do Estado Novo", Instituto de Ciências Sociais
- 2004 – Filipa Lowndes Vicente, "Viagens e Exposições, D. Pedro V na Europa do século XIX", Editora Gótica
- 2003 – Daniel Jorge Seixas de Melo, "A leitura pública no Portugal contemporâneo (1926-1987)", Instituto de Ciências Sociais,
- 2002 - Elisa Maria Neves Travessa, "Jaime Cortesão: política, história e cidadania", Editora Asa
- - Rita Almeida de Carvalho, "A Assembleia Nacional no pós-guerra (1945-1949)", Editora Afrontamento
- 2001 - Arnaldo Pata, "Revolução e Cidadania. Organização, Funcionamento e Ideologia da Guarda Nacional (1820-39)", Editora Colibri
- - Bruno Cardoso Reis, "Salazar e o Vaticano, Da Paz ao Conflito? As relações diplomáticas entre Portugal e a Santa Sé, 1928-1968"
- 2000 - Telmo Faria, "Debaixo de fogo! Salazar e as Forças Armadas.", Editora Cosmos
- 1999 - Adelaide Ginga Tchen, "A Aventura Surrealista. Da explosão à extinção de um movimento (ou não)", Editora Colibri
- 1998 - Maria João Mendes Vaz, "Crime e Sociedade. Portugal na Segunda Metade do Século XIX", Editora Celta
- - Daniel Jorge Seixas de Melo, "Salazarismo e Cultura Popular (1933-1958)", Instituto de Ciências Sociais,
- 1997 - Cláudia Sofia Orvalho da Silva Castelo, "O Modo Português de Estar no Mundo - O luso-tropicalismo e a ideologia colonial portuguesa (1933-1961)", Editora Afrontamento
- 1996 - Helena Pinto Janeiro, "Salazar e Pétain: contributo para o estudo das relações luso-francesas durante a II Guerra Mundial (1940-1944)", Editora Cosmos
- 1995 - Álvaro Garrido, "O Movimento associativo estudantil nos inícios de Sessenta: a crise académica de Coimbra de 1962", Editora Minerva
- 1994 - Fernanda Rollo, "Portugal e o Plano Marshall", Editora Estampa