'Regressar a Famalicão é voltar a casa'. Mário Passos recebeu emigrantes famalicenses
Há quem tenha partido há 50 anos, quem tenha construído a vida na Suíça ou na França e quem veja agora os filhos fazerem o caminho inverso e prepararem o regresso a Portugal. As histórias são diferentes, mas para quem vive longe, voltar a Famalicão continua a significar voltar a casa.
Foi esse sentimento que marcou o encontro que o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, manteve esta terça-feira com um grupo de emigrantes famalicenses que, como acontece todos os anos por esta altura, aproveitam as férias de verão para regressar às suas terras e reencontrar familiares e amigos.
À conversa vieram as memórias de quem saiu do concelho bem cedo, as dificuldades da emigração, o orgulho no percurso realizado fora do país e também um olhar renovado sobre o concelho que encontram sempre que regressam.
Américo Mendanha, de Calendário, viveu durante 50 anos na Alemanha e guarda boas memórias da forma como os portugueses são vistos além-fronteiras. “Somos reconhecidos por sermos trabalhadores”, contou. Mas reconhece que a emigração também tem um lado mais difícil, sobretudo quando significa “ver os filhos criarem raízes longe de Portugal”.
Uma realidade que Rosa Sousa e Fernando Mendes, de Ribeirão, também conhecem bem. Estão há 24 anos na Suíça, embora a família permaneça muito ligada a Portugal. A filha já regressou e vive atualmente por cá, uma decisão que descrevem como "uma alegria". Eles continuam a fazer regularmente a viagem entre os dois países e esperam “viver a reforma por cá”. É também na Suíça que Paulo Magalhães está a trabalhar e para onde levou a família. “Vimos em agosto e pelo Natal para ver a família que continua por cá”.
Nazaré Abreu, de Pedome, vê a possibilidade de regresso ganhar força dentro da própria família. Tem três filhos em França e “a mais nova quer vir para Portugal”. O filho mais velho, entretanto, casado, também pensa regressar e “já desafiou a mulher a aprender português para voltar”, contou.
Entre histórias de partidas e regressos, houve ainda espaço para falar sobre as mudanças que encontram no concelho. O crescimento de Famalicão, a transformação da cidade, os novos equipamentos e serviços foram alguns dos aspetos destacados pelos emigrantes. Houve mesmo quem confessasse não saber que o Tribunal já tinha mudado de instalações.
“Famalicão está a crescer e isso é muito bom”, ouviu-se durante uma conversa onde foi várias vezes reconhecida a crescente atratividade do território.
Mário Passos aproveitou precisamente esse olhar de quem passa grande parte do ano fora do país para ouvir as impressões sobre a evolução do concelho.
“Famalicão é cada vez mais atrativo, pela dinâmica que tem e pela qualidade dos serviços que oferece. E queremos que seja também um concelho atrativo para aqueles que, há muitos anos, partiram e que agora pensam em regressar”, afirmou o autarca, acrescentando ter registado “com muito agrado que quem regressa reconhece que Famalicão está melhor”.
No final, Mário Passos deixou um convite aos emigrantes para que, durante a sua estadia, aproveitem para visitar a cidade e conhecer de perto algumas das transformações que aconteceram no concelho.
Para todos estes emigrantes, agosto é tempo de regressar às origens, rever pessoas, lugares e memórias e descobrir, a cada regresso, um Famalicão diferente, mas que continua a ser casa.