Lena d’Água encerrou Devesa Sunset com canções de várias gerações






O sol começava a esconder-se no horizonte quando Lena d’Água subiu ao palco no Parque da Devesa. À sua frente, um público de todas as idades, desde os que cresceram a ouvir as suas canções àqueles que descobriram a artista mais recentemente, preparados para o último concerto desta edição do Devesa Sunset, numa despedida vivida ao ritmo de uma das vozes mais marcantes da música portuguesa.
Famílias, grupos de amigos e admiradores de diferentes idades espalharam-se pelo prado junto ao lago para acompanhar um espetáculo intimista, descontraído e marcado pela proximidade entre a cantora e o público. Dos clássicos “Sempre que o amor me quiser” ou “Dou-te um doce”, a que juntou os mais recentes “Sem Pressa” ou “O que fomos e o que somos”, Lena d’Água percorreu diferentes momentos da sua carreira longa carreira, cantados em coro por muitos dos que foram à Devesa para uma viagem musical entre a memória e as últimas canções da artista.
O espetáculo de Lena d’Água encerrou a edição deste ano do Devesa Sunset, que arrancou com Miramar, projeto de Frankie Chavez e Peixe, que levou ao parque uma envolvente viagem sonora instrumental. Seguiram-se Sean Riley & The Slowriders, com um repertório onde se cruzaram o rock, o folk e os blues, e a cantora e compositora brasileira Julia Mestre, que trouxe até Famalicão as sonoridades da nova música popular brasileira.
Promovido desde 2015 pelo Município de Famalicão, o Devesa Sunset tem sido palco para nomes da música como os Clã, Silvia Pérez Cruz, Maro, Manuel Cruz, Noiserv, Samuel Úria, Márcia, Tiago Nacarato, Salvador Sobral, Rubel, Get The Blessing, Ana Lua Caiano, entre muitos outros. O espírito familiar e intimista sempre presente, é uma das principais marcas do evento que promove a música sem barreiras entre o palco e público, com a natureza como cenário e o pôr do sol a acompanhar cada espetáculo.