Famalicão entre os municípios do Norte que mais cresceu

Entre 2021 e 2025, a população residente no concelho aumentou 6.6%.
Vila Nova de Famalicão continua a crescer demograficamente e é hoje um dos territórios mais atrativos e dinâmicos da região Norte. Entre 2021 e 2025, a população residente no concelho aumentou 6.6%, passando para um total de 143 801 residentes, registando ainda o 5.º maior saldo migratório absoluto positivo da região Norte – mais 9,4 mil pessoas – apenas superado por grandes centros como Porto, Vila Nova de Gaia, Braga e Matosinhos.
Os dados surgem no estudo “O Novo Mapa Demográfico do Norte”, recentemente divulgado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
A atratividade da cidade foi determinante para as milhares de pessoas que escolheram Famalicão para viver, quer sejam portugueses ou cidadãos estrangeiros. Foi o caso de Fernando Martins, que trocou a capital por Vila Nova de Famalicão em busca de mais qualidade de vida. “Procurávamos um centro urbano com todos os serviços necessários para o dia a dia, mas que mantivesse uma vivência acolhedora e focada na família. Famalicão, sem dúvida, foi a opção que melhor respondeu a essas expetativas”, refere.
Numa análise alargada ao período entre 2011 a 2025, o saldo migratório acumulado ascende a cerca de 10,4 mil pessoas, o quarto maior valor de toda a região. Esta atração contínua de novos habitantes impulsionou um aumento de 6,6% na população residente no concelho entre 2021 e 2025, superando a média regional de 5,2% e consolidando o concelho no eixo demográfico mais dinâmico do Norte, composto pelo Cávado, Ave e Alto Minho.
A vitalidade destes indicadores reflete, entre outros fatores, a aposta contínua da autarquia na criação de condições de bem-estar, infraestruturas e coesão social. Para o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, “o dinamismo demográfico de Vila Nova de Famalicão é a demonstração clara de que somos um concelho atrativo, acolhedor e com futuro”. Segundo o autarca, o objetivo principal passa por “continuar a garantir uma forte capacidade de resposta nas infraestruturas, nos serviços públicos, na educação e no apoio às famílias, assegurando que quem escolhe o nosso concelho encontra todas as oportunidades para aqui construir e consolidar o seu projeto de vida”.
Histórias como a de Fernando Martins ilustram de forma clara este fluxo de novos residentes, ao decidir, após 13 anos a morar e trabalhar na área metropolitana de Lisboa, redefinir as prioridades da família e fixar residência em Famalicão. A residir na freguesia de Antas, o engenheiro faz um balanço positivo do quotidiano no concelho. “O que estou a gostar mais até agora é que estamos literalmente a cinco minutos de tudo. Não é como em Lisboa, onde se pode estar perto de algo, mas demorar meia hora por causa do trânsito e da confusão. Para nós tem sido um período de constante descoberta, desde a fruição dos espaços verdes até à vivência no centro da cidade”, acrescenta.
A capacidade de atrair e fixar novas famílias e população jovem em idade ativa revela-se decisiva para impulsionar a renovação geracional e reforçar a resiliência demográfica do território. Inserido num sistema urbano funcional com forte capacidade empregadora e de prestação de serviços, o concelho de Vila Nova de Famalicão continua assim a consolidar-se como um dos destinos de eleição do país para viver, trabalhar e estudar.