Crianças de Famalicão vestem-se de polícia para sensibilizar para os maus-tratos infantis
Abril é o “Mês Internacional da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância” e, em Vila Nova de Famalicão, são as crianças as protagonistas das atividades que decorrem ao longo de todo o mês. Do programa da iniciativa, destaca-se a campanha “Cria(nças) com Carinho” e é precisamente para dar voz a esse objetivo que mais de uma centena de alunos do 1.º ciclo do ensino básico vestem a farda das forças policiais da PSP e da GNR e participam em “Operações Stop”, que decorrem um pouco por todo o concelho. Acompanhadas pelos agentes policiais, as crianças abordam os condutores para sensibilizar e relembrar os direitos fundamentais que as assistem. A ação teve início na manhã desta quinta-feira, 16 de abril, nos Paços do Concelho, com a participação da PSP de Famalicão, momento em que os mais novos recordaram a história do Laço Azul ao Presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, antes de seguirem para as ruas do centro da cidade.
A propósito da iniciativa, o edil sublinhou a importância de colocar as crianças no centro desta causa, defendendo que “ninguém melhor do que elas sabe identificar o que as faz sentir seguras e protegidas”. Ver os mais novos fardados a interpelar os adultos com clareza e coragem é um gesto que, para Mário Passos, “reforça o compromisso coletivo de Vila Nova de Famalicão em tratar a proteção da infância não apenas como uma obrigação legal, mas como um imperativo social”. Como sinal visível deste compromisso, o edifício dos Paços do Concelho irá iluminar-se de azul durante o próximo fim de semana, um momento simbólico que visa consciencializar a comunidade para a importância da prevenção.
A “Operação Stop” aos maus-tratos continua no dia 23 de abril, com a colaboração da GNR de Riba de Ave, na Feira Semanal de Oliveira S. Mateus, a partir das 10h00. O programa dedicado ao “Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância” encerra no dia 30 de abril com a construção de um Laço Humano nos Paços do Concelho.
Recorde-se que as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), que dinamizam este espírito de prevenção, são instituições oficiais não judiciárias com autonomia funcional que visam promover os direitos dos menores e intervir em situações suscetíveis de afetar a sua segurança, saúde, formação ou desenvolvimento integral.