CLOSE-UP: Pais e Filhos (conflitos entre gerações) - Dia 3

11.º Episódio do Observatório de Cinema
Bilheteiras sessões - Geral: 2 euros; Cartão pentágono: 1 euro; Entrada livre: estudantes, seniores, associados de cineclubes | Bilheteira JP Simões / Samuel Úria - geral: 6 euros; cartão pentágono, estudantes, seniores, associados de cineclubes: 3 euros | Bilheteira Club Makumba / Teatro Narciso Ferreira - Geral: 6 euros; cartão pentágono, estudantes, seniores, associados de cineclubes: 3 euros | Bilheteira sessão para famílias – Geral: 2 euros; cartão pentágono, estudantes, seniores, associados de cineclubes: 1 euro | Bilheteira workshops famílias (adulto + criança): 5 euros | Café Kiarostami (café-concerto): entrada livre
Segunda 12
Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira (sessão para escolas 1.º e 2.º ciclos)
10h00 | Casa das Artes | Grande auditório
Uma das mais memoráveis obras de Oliveira, tem por base o conto "Meninos Milionários" e retrata as aventuras e os amores de um grupo de crianças que deambulam entre o Porto e Gaia, com especial foco no Carlitos (Horácio Silva) e no Eduardo (António Santos), ambos apaixonados pela Teresinha (Fernanda Matos), a única rapariga do grupo. Em 1942, Manoel de Oliveira realizou "Aniki-Bóbó", a sua primeira experiência na longa-metragem, quase uma década depois de Douro, Faina Fluvial —, onde misturou realismo poético com cinema documental e que mais tarde se veio a afirmar como uma obra pioneira do neo-realismo. Vinte anos depois, contrariando tudo o que tinha sido dito e escrito na altura da estreia, o filme fez sensação nos Encontros Internacionais do Filme para a Juventude do Festival de Cinema de Cannes.
Ladrões de Bicicletas de Vittorio De Sica
14h15 | Ribeirão | Agrupamento Escolar
A odisseia de um pai e de um filho pelas ruas de Roma à procura de uma bicicleta roubada, indispensável para o seu trabalho, obra notável do neo-realismo italiano, tem a grandeza de uma tragédia clássica, um dos mais comoventes retratos de uma relação entre pai e filho. Ladrões de Bicicletas ocupa há sete décadas consecutivas um lugar cimeiro no cânone dos melhores filmes de todos os tempos. Logo na estreia gerou um grande entusiasmo, na Europa e na América, e André Bazin descrevia-o como uma obra-prima, perfeita e sublime, e afirmava que De Sica era o maior realizador italiano. Cesare Pavese dizia que o grande cronista da Itália do seu tempo era De Sica. Foi também nas ruas, onde filmaria, que o realizador foi procurar os seus intérpretes: Lamberto Maggiorani, o pai, era um operário mecânico, e Enzo Staiola, o filho, descobriu-o entre os mirones. “Era necessário que este operário fosse ao mesmo tempo tão perfeito, anónimo e objectivo como a sua bicicleta.”
Noite Escura de João Canijo
21h30 | Casa das Artes | Pequeno auditório
Uma noite escura de Inverno, algures na província portuguesa. Uma casa de alterne onde está a começar mais um dia de trabalho para a família que a gere. Pai, mãe e duas filhas, raparigas que entretêm e seduzem os clientes, um mundo de falsas aparências e onde os sonhos de uma outra vida acabarão por se desfazer. Porque o pai, a quem um negócio correu mal, se verá obrigado a sacrificar a sua filha mais nova. Noite Escura, de João Canijo, apresentado na Selecção Oficial do Festival de Cannes, é baseado numa peça de Eurípides, "Ifigénia em Aulis", aqui transposta para um mundo sórdido em que tudo se vende. A exibir na versão do realizador, com mais 17 minutos relativamente à versão estreada, numa sessão de homenagem a João Canijo, precocemente falecido no passado mês de Janeiro.