Àmostra

Casa das Artes | Grande Auditório - 21h30
Entrada: 4 euros. Estudantes, Cartão Pentágono Cultural e Seniores (a partir de 65 anos): 2 euros | Coprodução: INAC / Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão | Apresentação do primeiro trabalho profissional dos Alunos Finalistas do Instituto Nacional de Artes do Circo (INAC)
Quarta 01
LALESHKA UNZUETA: TRICK OR FEET
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No meio da rotina, uma piscina insuflável transforma-se em palco para situações cada vez mais caóticas. Entre malabarismos com bolas e pés que desafiam o espaço, ocorrem situações absurdas à margem do surreal. Assim, o quotidiano torna-se um espetáculo imprevisível onde tudo pode acontecer.
DAMIEN BLONDEAU: PRISE DE TÊTE
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E se pudéssemos materializar essa conexão que temos com algo que não podemos ver, mas que nos incita a mover, a construir, e também a destruir? Aqui temos o nosso personagem preso nesse dilema; a presença está aqui e a sua vontade precisa de ser ouvida. Então, o que fazer agora? Preservar a individualidade ou fundir-se a este mecanismo para construir algo maior do que nós?
IMPERIO: CALLE CALVARIO
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Um projeto cênico de circo contemporâneo que investiga a herança transmitida de mãe para filha. A criação desenvolve-se na tensão entre o desejo de afirmação individual e a saudade da mãe, entre a procura de autonomia e a necessidade de cuidado. Através do equilíbrio sobre as mãos, do trabalho sonoro, da construção imagética e do movimento, a obra constrói um vocabulário cénico íntimo e físico, onde o corpo se torna território de memória, ausência e permanência.
Quinta 02
NORA JEANNERET: GLITCH CORPORALITY
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Existe um mundo à parte, um pouco semelhante ao nosso, mas não se sabe ao certo o que é igual e o que é diferente. Há momentos em que vislumbramos esse mundo; parece existir de forma interdependente, mas ao mesmo tempo distante, das intervenções mundanas.
VIK CISPUL: CEMPASÚCHIL
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Uma peça a solo que se propõe a refletir sobre a relação que mantemos com aqueles que já não estão entre nós, e sobre a forma como os objetos preservam e evocam a sua memória. Recorrendo às técnicas de tecido acrobático e à manipulação de objetos, a peça constrói uma singela homenagem à tradição mexicana do Dia dos Mortos.
INÊS BEIRÃO: GARAGEM
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Numa sociedade onde tudo é rapidamente descartado, aqui acredita-se que o lixo pode virar arte. Esta peça a solo é uma fusão entre a música e o circo contemporâneo, onde a técnica da roda Cyr junta-se com objetos que nunca imaginaste.
MARTÍN IGNACIO: RAÍCES EN ESPIRAL
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Uma peça que explora como podemos partir a verticalidade à qual os nossos corpos estão normalmente sujeitos. Através da torção corporal, a peça investiga novas formas de comunicar e de expressar, criando um ponto de partida diferente, onde a respiração é trabalhada e utilizada como motor de movimento para a torção.
Sexta 03
ANDRÉS CAVALIER: A DECISÃO… UM PROPÓSITO
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Numa paisagem nebulosa, suspensa entre a realidade e a metáfora, um indivíduo avança por um caminho incerto. Nesta viagem de descoberta, o corpo torna-se território de luta e transformação.
Através da linguagem do circo e da dança — entre acrobacias e marcha na corda lisa aérea, pinos, uma escada e sequências coreográficas com movimentos experimentais; o intérprete percorre diferentes estados emocionais que refletem a complexidade da saúde mental e das inquietações internas.
NICE ROCHA: NOTHING TO DECLARE
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Um circo quase clandestino, uma arte que não necessita de documentos, um equilíbrio que sobrevive sem aplausos. Aqui, ergue-se uma parede: uma pele externa que se interpõe entre o olho e a retina, privando este corpo da possibilidade de alcançar o algo mais. Chamam-lhe fronteiras; como se fosse geografia. Mas a fronteira não é um lugar é um mecanismo. É um gesto invisível que decide quem avança e quem espera.
KATELYN AOMI EWE: ASCENDING TO HEAVEN
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Sozinha na escuridão e no silêncio, ela não vê nem ouve. Tudo o que sente é o ritmo do seu coração e o fluxo da sua respiração. Ainda não conhece o mundo — ainda não consegue ver. Enquanto sobe pelos tecidos aéreos de azul profundo, pequenos reflexos de luz começam a surgir. A cada subida, nascem claridades de esperança; até que a luz a envolve completamente, transformando-a em brilho e luminosidade.
ARIANE MEDEIROS: TROCADILHO
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Uma mulher adentra o espaço vestida com um casaco negro, levando nas suas costas um saco e flores mortas nas mãos. Ela, que pode ser muitas, vai em direção ao saco, este com muitas alternativas e relíquias. O que poderia ser lixo se torna tesouro, o equilíbrio sobre as mãos, um respiro, e ela... Ela é a infinidade da sua imaginação!
Sábado 04
ORIGAMI DRAG: ORIGAMI
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Surge num ambiente escuro de forma misteriosa, como um ponto de luz nas sombras. A tensão permanece e cresce cada vez mais enquanto este se aproxima, até revelar a sua identidade por completo. Ver Origami, a Drag Queen, é finalmente um suspiro, depois de suster a respiração por tanto tempo. Tem um olhar de predador, magnético, que hipnotiza, rasgando o silêncio. A cada passo, destemida, de forma sedutora, poderosa, é irresistível.
ZOÉ GERARD: OPEN DOORS
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Esta peça encena uma mulher que gosta de controlar tudo; é um pouco ingénua e bastante desajeitada. Mergulhamos com ela numa busca de identidade, um percurso muito pessoal inspirado nos questionamentos da própria intérprete-criadora: quem sou eu?
AMRA: ONCE UPON A TIME, I FOUND A MANNEQUIN
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A peça é o resultado de uma exploração sobre como combinar um manequim, equilíbrios de mãos e o Bharatanatyam (uma dança clássica indiana) numa narrativa coerente. Ao longo da peça, a artista explora a sua relação com uma manequim chamada Marianna, comunicando e interagindo com ela através de equilíbrios de mãos, dos elementos narrativos do Bharatanatyam e de técnicas inspiradas no mão-a-mão.
KIM BARRIOS GARCIA, LAURA FAVARO, WILFRED MOONDANCE RIVER CAMPBELL: “BACK TO BOARD”
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A peça explora as relações que surgem entre estes três indivíduos que têm de confiar uns nos outros todos os dias. Colocada no centro do palco, a báscula coreana torna-se simultaneamente aparelho e metáfora — uma plataforma onde a propulsão, o desequilíbrio e o ajuste moldam continuamente a dinâmica do grupo. A rotina repete-se, mas nunca da mesma forma. Surgem desvios: gestos, decisões, pequenas ruturas em que o quotidiano se abre ao inesperado. O que acontece quando a tua liberdade depende inteiramente do tempo de outra pessoa?