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“Retrato de Ricardina” enriquece espólio da Casa de Camilo
25-02-2013
O espólio cultural da Casa de Camilo, localizada em S. Miguel de Seide, está, desde sexta-feira, mais rico, depois da artista plástica Armanda Passos, ter oferecido a tela pintada a óleo do seu acervo particular intitulada “Retrato de Ricardina”, inspirada pela obra homónima de Camilo e pintada há cerca de vinte anos. O gesto decorreu à margem da cerimónia de entrega do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo ao escritor Eduardo Palaio pela sua obra "Caixa Baixa”.
Apesar de impossibilitada de marcar presença na cerimónia, Armanda Passos recebeu, por parte do presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Armindo Costa, os mais rasgados elogios. “Armanda Passos tem alcançado importantes distinções, gozando de enorme prestígio devido à sua participação em inúmeras exposições nacionais e internacionais e por ver justamente, os seus trabalhos integrarem coleções de prestigiadas instituições públicas como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Oriente ou a Fundação de Serralves, além de relevantes coleções privadas”, enalteceu o autarca famalicense, agradecendo “por confiar à autarquia famalicense um bem cultural que vem enriquecer o espólio camiliano de São Miguel de Seide”.
Armanda Passos é uma pintora portuguesa, licenciada em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas Artes do Porto. Vive e trabalha no Porto, onde realizou sua primeira exposição individual, Pintura e Desenho (1981). As suas serigrafias já foram expostas em diversas mostras individuais e coletivas, inclusive representando Portugal noutros países. Em 2011, foi homenageada pela Universidade do Porto com duas retrospetivas (Reservas e Obra Gráfica), além da publicação do livro Armanda Passos Centenário U.P. – Uma Retrospetiva, de José-Augusto França, Manuel Sobrinho Simões e Luís de Moura Sobral.
Refira-se que para além da artista Armanda Passos, outras figuras da cultura portuguesa escolheram já a Casa de Camilo para receber os seus espólios culturais e literários. Destaque por exemplo para o jornalista e escritor José Viale Moutinho que doou a sua obra camiliana, onde sobressaem as edições estrangeiras de “Amor de Perdição”, com especial relevo para a edição romena que pertenceu ao Dr. Ricardo Jorge, o médico e amigo de Camilo. Referência ainda para o Professor Aníbal Pinto de Castro que legou à Casa de Camilo cerca de dois mil volumes da sua biblioteca particular, reportando-se os mesmos a algumas das maiores da literatura portuguesa oitocentista como Almeida Garrett, Alexandre Herculano, António Feliciano de Castilho e Eça de Queirós, entre outros.
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