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Educação e Cultura e Turismo
Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho consagra “obra notabilíssima” de Joana Matos Frias
    21-10-2019
    O prestigio e valor de um grande prémio pode medir-se pela qualidade dos premiados, pela idoneidade das instituições associadas e também pelo público que cativa. À décima edição do Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, instituído pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) pode dizer-se que o galardão vive dias de grande êxito. A ensaísta Joana Matos Frias juntou-se a uma galeria de escritores admiráveis ao receber o prémio, na passada sexta-feira, perante uma plateia repleta de nomes grandes da literatura nacional. Para além das escritoras já premiadas Rosa Maria Martelo, em 2012, e de Isabel Cristina Rodrigues, em 2016, marcaram ainda presença na cerimónia que decorreu na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, a antiga ministra da Cultura Isabel Pires de Lima e o escritor Jorge Reis Sá, entre outras figuras da cultura.

    “O Murmúrio das Imagens”, publicado em março, em dois volumes, pela editora Afrontamento, foi a obra que valeu à autora o galardão atribuído.

    “Receber um prémio por aquilo que se gosta de fazer é só alegria e deslumbramento” começou por referir a autora premiada, salientando que quando recebeu a notícia ficou sem palavras e “aflita de tanto gostar”.
    “Receber este prémio de ensaio Eduardo Prado Coelho é uma honra e uma enorme alegria, mas, também, uma grande responsabilidade”. “Trata-se de o meu trabalho ficar vinculado a um dos mais importantes pensadores da contemporaneidade” adiantou, considerando ainda “o ensaio como a maior liberdade do pensamento”.

    O presidente da APE, José Manuel Mendes, evocou a “figura maior que dá nome a este grande prémio anual – Eduardo Prado Coelho – e tudo aquilo que ele representou”. O responsável descreveu ainda a obra de Joana Matos Frias como “uma obra notabilíssima”.

    Por sua vez, o vereador da Cultura, Leonel Rocha, sublinhou a importância que este Grande Prémio de Ensaio tem para a autarquia, antes de mais porque acolhe a biblioteca do reconhecido autor e pensador, mas sobretudo porque “a educação e a cultura fazem parte da estratégia famalicense para promover o desenvolvimento do concelho e do território”.

    De acordo com a sinopse do livro, “O Murmúrio das Imagens” consiste num “estudo que visa apresentar uma ponderada reconstituição teórica desse complexo vínculo entre Poesia e Imagem”. Através do cruzamento dos domínios elementares da retórica, da poética e da estética, este livro propõe “uma reflexão transdisciplinar que não se escusa mesmo a uma certa indisciplinaridade”.

    Refira-se que Joana Matos Frias, professora auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem publicado ensaios no campo da estética comparada, privilegiando as correlações entre a poesia, a pintura, a fotografia e o cinema.

    O Prémio Eduardo Prado Coelho já consagrou vários autores, desde 2010, como Vítor Aguiar e Silva, Manuel Gusmão, João Barrento, Rosa Maria Martelo, José Gil, Manuel Frias Martins, José Carlos Seabra Pereira, Isabel Cristina Rodrigues, Helder Macedo e agora Joana Matos Frias.
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